quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sobre a possibilidade de amar


Tudo é construção, inclusive o amor. Na nossa sociedade midiática movida à competição constante, burra e autofágica deseja-se sempre algo "melhor", "superior" etc e nunca nos damos ao tempo e ao prazer de viver o que temos, já que a busca desenfreada pelo "melhor", "superior" etc nunca cessa. Nessa nossa mesma sociedade viciada numa lógica do "clean" e da "assepsia", não se tolera nenhum problema do outro. Nos impedimos de tolerar, conviver e aceitar. Somos educados para sermos prepotentes, arrogantes e intolerantes uns com os outros e para esperar que alguém nos aceite exatamente assim. Vivemos numa sociedade em que nos dizem constantemente que é impossível amar. Mas, opa! Isso é criação também! E eu escolho criar minha realidade como eu quiser. Foi mal dona mídia e dona moda mandonas, se eu tiver que ser "feliz" (não a felicidade doentia do rivotril que vocês vendem) será por mérito e escolha meus. E sim, eu posso amar e eu acredito no amor, porque eu não te peço hoje nem pedirei nunca autorização para criar ou viver o amor. Ele é meu, e não há produto, serviço ou carência que vocês criem que mude isso. Eu crio amor.

3 comentários:

  1. Que bom que pensas assim! Cada um construido seu amor, seus amores, uma vida amorosa, consigo e com todos...

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  2. Isso me remete à história de Narciso. Quantos de nós olhamos o outro em busca do nosso próprio reflexo nos olhos alheios, sem percebermos o outro verdadeiramente em sua essência. O amor só começa a ser construído a partir do momento em que busco o outro nele mesmo e não o eu. Gostei!

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